quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Silêncio

Silêncio.
Vigília atenta.
Estremeço.
Dor aguda.
Soluço.
É a lágrima que fica.
É o momento perdido.
É o minuto que não passa.
É a vontade que não larga.

Silêncio.
Cai a gota.
Fico.
Cai o céu.
Noite que não chega.
Dia que não amanhece.
É a estrada que m’ atravessa.
O grito que m’ encrava.
O asfalto que m’agarra.
Parada.

A violência que fica
Numa palavra silenciada.

Um comentário:

  1. Retirando a carga pessoal (ler o poema por si só), está excelente. Excelente, interessante, tocante, o que preferir a minha senhora.
    Inovação de estilo, embora seja sempre mais difícil a flexibilidade do leque vocabular (que se mantém, com boas alterações, o teu tradicional).
    Isto tudo, para dizer que, além de Te ler - na sua acepção mais plena - , gostei de ler!

    Eu Amo-te!

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