terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sentar na solidão dos dias.
Vingança na injusta passagem
das nuvens tormenta fictícia.

É o homem na esquina, é a
bola que foge das mãos ausentes
na própria falta d’alguma coisa.

Fugir para não permanecer no
turbilhão de vozes que gritam dentro
do teu próprio silêncio.

É a máscara dos tempos, a marca
dos teus dedos, chacoteados pelo
vento triunfal.

O fim dos dias tal e qual como
se t’ofereciam, no teu imaginário,
no teu poemário de lágrimas tinta
na vertiginosa passagem
das nuvens tormenta fictícia.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Na noite que por aqui passa,
fico só no pensamento que acompanha
o tumulto da estrada, a pedra que toco
a vontade que ignoro.

É o perdão do dia,
o descer da nuvem de negros raios,
de secas gotas, agua pequena
no sabor que desejo.

Tacteio cega como o rio que me foge
entre as mãos de solidão.
É o novo ciclo de borboletas,
a nova dor de barriga, o amor miudinho
a tentação que me ganhou.