sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Sem tempo


Escrevo-te no embalo
do som que vem ao longe.
É o rio que se escapa
e a luz que adormece, languidia.
Escrevo-te e não sei porquê,
talvez pela vontade repentina
de perpetuar o que o corpo sente
e que as mãos traduzem
num silencioso canto.
Sabe cada palavra um beijo,
cada imagem, uma promessa,
cada poema, uma celebração.
Escrevo-te e celebro-te,
sem tempo, sem dias,
cada teu gesto, como ave que passeia a primavera,
cada teu olhar, cada linha do teu corpo,
cada palavra que me dás, cada sorriso,
cada segundo que vivo ao teu lado,
cada sorriso que me desenhas, a alegria, a felicidade,
cada beijo e estalar dos lábios,
Por seres eterno, por seres sem tempo,
por seres.
Escrevo-te.