Foi no dia do nosso terror,
que me apoderei das nossas
entranhas, vias de degredo,
sujo no chão de soturna canção.
Compreendo agora que o relógio
não para, nem no tempo, verme,
do sangue que escupo, doentia
e repito, mataste-me, madrugada.
Foi numa segunda feira de manhã
entre abraços e fogo primitivo
que cometi o crime da incrível
passagem da noite para o inferno.
terça-feira, 13 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
O cheiro de sangue roça-me os sentidos
adormecidos, perdidos no vingar do dia e
no exterminio da noite. A soberania fragmentada
do luto que se eleva nas mãos, atiradas
contra o chão. Cabeça partida, no coração
de lajes azuis, o lençol azul ou cinzento,
a mancha branca que me cubriu todas as noites
e hoje foi a Alfama, ouvir um Fado, quem sabe,
ouvir um pranto desde a indiferente janela.
Um passo debaixo do chão,
um monstro dentro do armário. Uma cama sem pernas. Serradas
no cerrar do Tempo.
Tempo sem tempo.
Corre.
Tic tac.
Passou.
adormecidos, perdidos no vingar do dia e
no exterminio da noite. A soberania fragmentada
do luto que se eleva nas mãos, atiradas
contra o chão. Cabeça partida, no coração
de lajes azuis, o lençol azul ou cinzento,
a mancha branca que me cubriu todas as noites
e hoje foi a Alfama, ouvir um Fado, quem sabe,
ouvir um pranto desde a indiferente janela.
Um passo debaixo do chão,
um monstro dentro do armário. Uma cama sem pernas. Serradas
no cerrar do Tempo.
Tempo sem tempo.
Corre.
Tic tac.
Passou.
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