Procura-se num olhar aquilo que não se encontra
no simples roce do dia a dia. É uma memória
perdida no sótão do teu pensamento. É uma camada
de pouco ou nada, a inquietação permanentemente aqui.
Fugir de si mesmo, correr na rua empedrada,
a chuva que te cega por uns momentos de pequena glória,
a libertação do teu corpo rasgado pelo poema triste que não se
soltou. A violência de uma palavra silenciada é a condenação
sobre uma procura constante, a dúvida que permanece.
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