Não sei o que dizer.
O vento levou-me as palavras,
Que não sabiam o que fazer,
No tempo perdido entre masmorras.
Sinto um algo aqui,
Não sei o que senti,
Sei que algo perdi,
Mas que de certeza não esqueci.
Continua ali, perdido,
Entre as nuvens do ignóbil,
Que fica aqui, estendido,
No meu corpo sujo, infértil.
Tenho medo da estúpida inútil
Aura que me atormenta
As noites, os dias, o fútil
Da vida que não é vida. É massa poeirenta.
Sim! Isto é uma declaração
Dos medos que perseguem, que me perseguem,
Que me fazem uma qualquer castração
De tudo o que poderia ser. Me mentem.
Me batem, cá dentro, muito fundo
Onde ninguém jamais viu
O que jamais poderia existir no mundo,
Que tudo o que é alguem, sentiu.
Vivo na promessa de um dia que não sei.
Vivo na promessa de um presente que não me chegou.
Vivo na ambição de uma meta de uma corrida que não sei onde começa.
Os tiros são para a escuridão.
O caminho, podridão.
Sou um ser sem alma doentio.
«E ver passar a vida, faz-me tédio.»
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
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