A brisa percorre-me a cara,
De olhos fechados sinto a primavera,
O horizonte.
Será Esperança?
Serão novos tempos?
Será que sonho, ou será que procuro
Finalmente o eterno prometido?
Será que vieste para quebrar as trevas
Que me aprisionam?
Não sei, não me importa. Levo-me na aragem,
E penso encontrar o caminho perdido.
domingo, 31 de janeiro de 2010
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Ímpias tremuras! Malditos fraquejos! Irra! Lua, minha amada, brado para ti, como bardo sem o ser, a madrugada que a noite anuncia. Calemos palavras sem sentido, quando o sentido está nos olhares que se reservam. Sim, acredito. Ter fé na crença, crença na esperança, esperança num novo dia. Sol que te acompanha numa nova alvorada. Acalmemos as pulsões e oiçamos. Afastemos os espinhos e recusemos a descrença. Troquemos um novo olhar, um olhar cúmplice, verdadeiro puro. Eu confio. Perdoa-me. Naveguemos à bolina, os dois no mesmo batel, rumo ao horizonte e vamos recuando a bruma do desconhecido a cada onda que sobrepomos, juntos, unos, um. Sente as minhas palavras no vento da viagem. Acredita. O Sol vencerá as trevas, breu d'outrora. Esta é outra hora. Esta é a hora. Esta é a nossa hora. Nunca mais as impiedades desapiedadas. Serenidade ante a maré incerta da vida e o batel navegará além do Bojador, além-medo, além-mundo, até à felicidade. Acredita. Num regresso inaugura-se afinal um novo trilho. Acredita. Lar que se constrói, Amizade que perdura, Amor que supera, Vida nova que s'inicia. Acredita. E confia.
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