sábado, 5 de dezembro de 2009

Inveja.



Sentimento estúpido, inútil.
És pérfido com toda a tua beleza.
Es ódio e perfeição senil.
Galgas tudo, destróis pureza.

Olho-te como escondido entre barras,
Fujo virando o olhar ao horizonte finito,
Seguro, ignóbil, inocentes taras
Que queres mais? Chegar ao mais sujo instinto?

Es desgrenhado, matagal, suave, sugador.
És horror, pesadelo inacabável.
Promessas floridas,
realidades perdidas.

Matas-me, sufocas-me
Perdes-me o sentido,
perdes-me o jeito,
E sorris. Trabalho completo.

Não compreendo o incompreensível,
As janelas húmidas perdem a luz,
O caminho feito perde as pisadas,
o talho à frente esta-me fechado.

Encerrada.

Inveja. Tens-me encerrada.
Onde? Não sei.
Há saída? Não sei.
Vida? Talvez.

Nenhum comentário:

Postar um comentário