Sentimento estúpido, inútil.
És pérfido com toda a tua beleza.
Es ódio e perfeição senil.
Galgas tudo, destróis pureza.
Olho-te como escondido entre barras,
Fujo virando o olhar ao horizonte finito,
Seguro, ignóbil, inocentes taras
Que queres mais? Chegar ao mais sujo instinto?
Es desgrenhado, matagal, suave, sugador.
És horror, pesadelo inacabável.
Promessas floridas,
realidades perdidas.
Matas-me, sufocas-me
Perdes-me o sentido,
perdes-me o jeito,
E sorris. Trabalho completo.
Não compreendo o incompreensível,
As janelas húmidas perdem a luz,
O caminho feito perde as pisadas,
o talho à frente esta-me fechado.
Encerrada.
Inveja. Tens-me encerrada.
Onde? Não sei.
Há saída? Não sei.
Vida? Talvez.
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