A febre da loucura suga-me as veias,
Nada mais que ternuras perdidas,
Antigas memórias, secas, teias,
As cortinas que me tapam, tingidas.
O sangue corre sem sentido,
À busca de uma alegria desconhecida.
O passado, como algo fingido,
Uma promessa não cumprida, prometida.
Jorra-me o ar que sufoca o pensamento,
O mar não é azul, o verde não é de fiar.
Morte a tudo que não foi, agora é tormento.
Morte a tudo que é, trilho leve de pesar.
Conta a história, uma vez mais,
Treina a mente àquilo que podes esperar,
Esconde-te, tapa a vista, não voltes jamais.
Não sei que ter, não sei o caminho para voltar.
Perdida. Num mar confuso.
Quais as melhores palavras,
Para ir avante neste andar tortuoso?
Não sei, não me deixeis seguir nestas taras.
Este veneno que me mata,
É doente, é uma droga, destruidora,
Me faz esquecer, me maltrata,
É puro, engano, faz-me perdedora,
Da vida, da gentileza dos dias,
Do sabor da flor que cobre os furacões.
Promete-me que me guias,
De volta, à languidez das paixões,
Na superficie da pele,
Poros abertos ao novo segredo,
Eu sei que estás nele,
Aqui dentro, talvez no medo,
Talvez na esperança de um algo que não sei bem o quê,
Não sei bem quando,
Mas sei que é.
Ohh Agnes!!
ResponderExcluirEu gostei. Bem, mesmo largo e boum xD. Dps diz k n sabe screver u.u
*Adorei akilo de jorra-me
KL*