Queria ser
aquilo que me querias ver.
Queria ter
aquilo que não te sou.
Queria viajar pelo encantamento
que há em ti,
regressar,
fugir de ti.
Voar para ti.
Compreender um’alma solitária
no verão dos tempos.
Partir as paredes quebradiças,
o gelo do silêncio gritado,
rasgado,
no isolamento das horas.
Queria esquecer,
permanecer,
pureza corrompida
pelo ventre rasgado.
A magia dum momento esquecido,
aqui, nesta pedra que nos sustêm.
Respira-me as promessas adormecidas.
Baixinho te digo,
Não me desapareças.
Libertaste-te do silêncio tão graciosamente.
ResponderExcluirQue dizer? Lindo, como sempre.