sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Na noite que por aqui passa,
fico só no pensamento que acompanha
o tumulto da estrada, a pedra que toco
a vontade que ignoro.

É o perdão do dia,
o descer da nuvem de negros raios,
de secas gotas, agua pequena
no sabor que desejo.

Tacteio cega como o rio que me foge
entre as mãos de solidão.
É o novo ciclo de borboletas,
a nova dor de barriga, o amor miudinho
a tentação que me ganhou.

Um comentário:

  1. Que espacinho tão saboroso que aqui tens, Inês. Acho que me vou deixar ficar.

    Beijinhos, Bri :)

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