quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Corpo-a-Corpo II

Concentra-se o tempo neste segundo
Condensado pela memória de ti
Espelhado pelo sentimento dum beijo
Perdido nesse momento de languidez fugidia

As palavras não são o bastante
Para a singularidade do que fazes crescer
Neste peito-flama rogante de ti

Os olhos desmaiam na fragilidade
Deste espaço criado
Num pedido para um pouco mais,
Lento e leve, quem sabe, docemente

Há uma ânsia, uma vontade quase voraz,
Carnívora na sua beleza de inocência perdida,
De descobrir essa curva de suave promessa

Abre o tempo em toda a sua complexidade,
Em toda a sua rede de amores imperfeitos,
Na sua natureza de água e fogo
E na volta à batalha duramente doce corpo-a-corpo.

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