quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Há dias

Há dias em que pouco penso nas
Coisas que me acontecem como um
tic-tac do relógio do Tempo que
aqui ficou, e já se foi embora.
Há dias que sinto que a Vida
é uma longa lista de espera
da qual não há maneira de avançar
e correr para o próximo patamar
inesperado e desconhecido na
sala seguinte de novas interrogações
sem sentido, sempre, é verdade que
é difícil saber que se é quando não
se sabe se se é.
AContecem-me coisas várias
no jogo de palavras que me saem
dos dedos, pequenos e curtos
como a mão da criança à procura
da mãe que não encontra.
É verdade que é difícil percorrer
o caminho salgado entre as pedras
do mar banhado de lágrimas vindas
dum não sei onde que está lá.
Pelo menos isso sabe onde está.
Acontecem-me outras coisas várias
como o sonhar o céu do mar do apogeu
do ensejo há tanto desejado, procurado
no encanto do canto do vento, da brisa
dos toques de ternura que aqui vem
e eu vejo, quero e persigo sempre,
sempre de olhos abertos ao novo
sonho real que aqui está

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